Os suicidas? Sempre os achei melodramáticos. Sobretudo aqueles que prolongam os preliminares da coisa: tipo estão no vai não vai, mas népia... ameaçam, ameaçam. Mas nada. E agarram-se à vida com uma garra que só vista. Lá está. Gaj@ que é gaj@ e quer matar-se, mata-se logo olha que gaita! No mínimo escreve à família; se não tem família, escreve aos amigos; se não tem amigos, sei lá... Escreve. A qualquer coisa.
Mas não. Ólh'agora morrer logo assim de repente. Não. O gajo (o tal, de hoje, do viaduto) agarrava-se à rede (do lado de fora) quase sem respirar, sem se mexer muito, com medo de quê? DE CAIR! Ó MINHAS ALMAS! COM MEDO DE CA-IR!
Eu, que apanho o 48* no Marquês e que passo por ali todos os dias para ir trabalhar, primeiro estranhei o trânsito, depois queixei-me do trânsito, depois comentei com a minha colega/chefe o trânsito e só aí, ouvindo atentamente o comentário da passageira que ia em pé, é que me apercebi que tanto aparato era por causa de um gajo que estava do lado ERRADO da rede, à hora ERRADA.
*Para os que usam carro ou para aqueles menos, hum, urbanos, o 48 é um autocarro (Carris).
Etiquetas: Ruivices..., w.t.h.

1 Cromossoma(s):
a 23/4/08 22:58,
Carliseeee escreveu…
Epá está demais! É de facto uma visão das coisas mais "animada".
Adorei claro a parte que dizes: "Escreve. A qualquer coisa." - é mesmo coisa de gaja!
Esse senhor cá pra mim p'rá semana vai ter um "pograma" na TVI e estava a criar impacto nas pessoas para ganhar mediatismo.... Eu sei de tudooo!
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